PorkWorld - O Mega Portal da Bovinocultura de Corte Brasileira

Defensivos agrícolas: falsificadores têm call center e entrega no Brasil

Workshop ABAG para jornalistas discutiu o contrabando e a falsificação de milhões de litros de defensivos agrícolas...

Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017 às 00h31

Defensivos agrícolas: falsificadores têm call center e entrega no Brasil
Defensivos agrícolas: falsificadores têm call center e entrega no Brasil

53 pessoas detidas, 700 toneladas apreendidas, 6 milhões de hectares não tratados com produtos ilegais. Vários riscos, sem fim, além de lesar o consumidor. Este é o balanço de dois anos de cerco fechado contra o contrabando de defensivos agrícolas nas fronteiras do Brasil. Os números foram destacados durante a apresentação “Contrabando e Falsificação de Defensivos Agrícolas no Brasil”, feita a jornalistas durante o workshop realizado na última terça-feira, em São Paulo, organizado pela Associação Brasileira de Agricultura e Pecuária (ABAG), Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB); Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).

A atividade foi realizada no dia seguinte ao 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado no Sheraton WTC São Paulo Hotel, na capital paulista, e que discutiu o tema “Reformar para Competir”, reforçando a ideia de construção de um Brasil moderno, competitivo e sustentável em todos os sentidos. O workshop reuniu 25 jornalistas de veículos especializados em Agronegócio dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato grosso do Sul, do Paraná e Rio Grande do Sul.

“Em dois anos, foram 161 casos. Sem falar nas falsificações, que é outro problema, tão grave quanto o contrabando. E que já responde por metade das ocorrências. Os criminosos mantêm empresas até com call center e logística de entrega no Brasil inteiro”, explicou Fernando Henrique Marini, gerente de produto do SINDIVEG. A entidade congrega 36 empresas que representam 97,3% do segmento. A campanha oficial contra o contrabando começou em 2001 e a Polícia Federal já promoveu cinquenta e duas operações nos últimos quinze anos. “Contrabando é uma atividade de logística, independentemente do produto requisitado pelos intermediários. E os defensivos legais são tecnologicamente avançados e com preços valorizados”, referendou o representante do sindicato.

A campanha do SINDIVEG pretende diminuir o contrabando e alertar os produtores que a aplicação de produtos não registrados no Brasil é crime. A fronteira com Paraguai, Uruguai e Bolívia, porta de entrada do contrabando, representa o principal entrave no combate aos contraventores “Em Santana do Livramento, as pessoas colocam galões de defensivos empilhados um em cima do outro. É uma situação caótica. Esperamos contar com a ajuda de todos para vencermos esta batalha que é por uma Agropecuária eficiente, saudável e sustentável”, concluiu Fernando Henrique Marini.

Fonte: Revista Beef – Revista Ave – Revista Pork

 

 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Receba FREE a Revista on-line e a Newsletter Semanal
Ave World - O Mega Portal da Avicultura Brasileira