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Empresas buscam certificado halal para ampliar mercado

Sexta-feira, 6 de Abril de 2018 às 09h46

Empresas buscam certificado halal para ampliar mercado

O Brasil é considerado o maior produtor e exportador mundial de carne bovina e segundo maior de frangos, além de ser líder na comercialização de carnes Halal, método de corte diferenciado de acordo com as leis islâmicas. Em um mercado que atinge ¼ da população mundial, o consumo destes produtos que exigem o certificado halal cresce diariamente e segundo levantamento realizado pelo instituto americano Pew Research Center, a população de muçulmanos crescerá 73% entre 2010 e 2050. Atualmente, há em torno de 1,8 bilhão de islâmicos.

Entenda o que é preciso para ter o certificado halal - Para entender melhor, halal significa lícito, permitido. Ou seja, qualquer alimento, sucos, fármaco, produtos etc para atender à comunidade muçulmana precisa desta certificação. Não são considerados alimentos halal, carne de porco e derivados, qualquer incidência de álcool, animais abatidos de forma imprópria e que desrespeitam as leis religiosas.  No caso de carne, há toda uma técnica que deve ser respeitada, para que possa ser consumida.

Em frigoríficos, por exemplo, são necessárias algumas condições:  o abate deve ser efetuado por um muçulmano; a face do animal deve estar voltada para a Meca; o sangue precisa ser extraído da carcaça para evitar contaminação; deve ser uma morte rápida para evitar sofrimento ao animal, além de uma higienização perfeita. Tanto o processo de abate como o de transporte (do congelamento ao carregamento) são fiscalizados por auditores ou supervisores muçulmanos para certificar sua eficiência e cumprimento das normas. É importante que o abate halal tenha um local próprio e separado para evitar contaminação com outros tipos de carne (porco, por exemplo).

As empresas interessadas em exportar seus produtos – carnes, doces, sucos, ração para animais, entre outros - para as comunidades muçulmanas devem procurar uma empresa especializada que emita o certificado halal.

O auditor da Cdial Halal, Sheik Juma Momade, esclarece que o processo não é demorado, basta que as empresas estejam em conformidade com todas as normas estabelecidas para exportação halal. “Se as empresas não estiverem de acordo com as normas determinadas, são instruídas a corrigirem os processos. A certificação, na maioria das vezes, é dinâmica. Mas depende muito da disponibilidade da empresa em cumprir as exigências. Assim que a empresa estiver apta, a inspeção é realizada por auditores técnicos e religiosos da Cdial Halal”, ressalta.

O sheik enfatiza a importância da fé em todas as áreas da vida. “Não importa a religião, seja cristão, muçulmano ou judeu, tudo o que fizermos, devemos realizar baseado nas leis de Deus” conta.

Fonte: assessoria de imprensa

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